quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Porque colocamos os ovos todos no mesmo cesto?


No final do seu "bestseller" "Comer, Orar, Amar", Elizabeth Gilbert apaixonou-se por Felipe - um brasileiro com cidadania australiana que vivia na Indonésia quando eles se conheceram. Instalando-se na América, o casal jurou fidelidade eterna um ao outro, mas também jurou nunca, jamais, sob quaisquer circunstâncias, contrair matrimónio. (Eram ambos sobreviventes de divórcios difíceis. Não é preciso dizer mais.) Mas a providência interveio, um dia, sob a forma do Governo dos Estados Unidos da América, o qual – depois de apreender inesperadamente Felipe na travessia de uma fronteira americana – deu uma escolha ao casal: ou se casavam ou o Felipe nunca mais seria autorizado a entrar no país outra vez. Assim nasce o novo romance Comprometida.

"Como é que o casamento se torna uma tarefa difícil?
Eu digo-vos como: O casamento torna-se uma tarefa difícil quando depositamos todas as nossas expectativas de felicidade nas mãos de uma pessoa. Conseguir com que isso funcione é uma tarefa difícil. Um estudo recente realizado com jovens mulheres americanas descobriu que o que as mulheres procuram hoje num marido – acima de qualquer outra coisa – é um homem que as “inspire”, o que é algo difícil de encontrar. Como ponto de comparação, as jovens da mesma idade, que integraram um estudo efectuado na década de 1920, tinha mais probabilidades de escolher um parceiro com qualidades como a “decência ”, a “honestidade” ou a capacidade de sustentar uma família. Mas isso já não chega. Agora queremos que os nossos cônjuges nos inspirem! Diariamente! Vamos lá, querido!
Mas isto era exactamente aquilo que eu esperava do amor no passado (inspiração, felicidade absoluta) e era aquilo que me preparava para esperar novamente de Felipe – que fossemos, de alguma forma, responsáveis por todos os aspectos de alegria e felicidade um do outro. Que a nossa própria descrição de funções enquanto cônjuges fosse ser tudo um para o outro.
De qualquer forma, sempre partira desse princípio.
E assim podia ter continuado, alegremente, não fora o meu encontro com as Hmong* ter-me desviado dessa trajectória num aspecto fundamental: pela primeira vez na vida, ocorreu-me que talvez estivesse a pedir demasiado do amor. Ou, pelo menos, talvez estivesse a pedir demasiado do casamento. Talvez estivesse a levar para o barco velho e rangente do casamento uma carga de expectativa muito mais pesada do que aquela estranha embarcação alguma vez fora programada para acomodar."

Elizabeth Gilbert

* Étnia asiática com origem nas regiões da China, Vietnam, Laos e Tailândia e com quem a autora privou, tendo questionado sobre as suas tradições de casamento e percebeu que aquelas mulheres eram felizes porque nunca criaram expectativas no casamento ou nos maridos acima do que eles poderiam corresponder.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Indisponível eu?


Descobri outro dia que era demasiado controladora... da minha própria vida. Tenho de fazer isto, tenho de fazer assim, não posso fazer porque, assim é certo, assim errado. O pior é que não abria espaço para o inesperado e quando me diziam: estás sempre indisponível eu ficava piurça: eu? estou sempre disponível para toda a gente. E estava, menos para mim. Não entendia que aquilo tinha um significado maior. Percebi que até nas coisas que são impossíveis de controlar, eu tentava prever os resultados de forma a antecipar as minhas atitudes, para que nada saísse errado. Mas saía muitas vezes, porque a vida não acontecia como eu queria e ainda tinha de contar com as atitudes (nem sempre previsíveis) dos outros.

Consciência tomada, no momento decidi que ia deixar de planear tanto, de ter de fazer, de tentar controlar o que não posso controlar. E a vida abriu-se, flui de uma maneira que eu até fico pasma. Em tão pouco tempo, as peças encaixam-se e quando penso nos possíveis desfechos de algum dilema penso: está tudo em aberto, o que tiver de ser será.

Só de pensar em tudo o que deixei de viver por causa disto...

Cinema: Salt

Jolie aos saltos, poderosa, bem treinada e determinada é o que este filme traz. Algumas das cenas de acção são daquelas em que fazemos um : xiii, isto nunca seria possível, mas o cinema é para isso mesmo. A história tem algumas reviravoltas ao longo do filme e percebe-se perfeitamente a abertura para um Salt - parte 2. Quem viu os Tomb Raider e o Procurado já sabe o que esperar desta senhora, de quem eu sou fã (confesso) não só pela qualidade como actriz (Gia, A Troca, A Mighty Heart e Vida Interrompida comprovam-no), mas também pelo trabalho humanitário que faz.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Em busca do príncipe encantado


Mesmo quem diz que não, todos desejam encontrar aquela pessoa com quem vão ser felizes. A metade que falta, o/a companheiro(a) ideal. E enquanto essa pessoa chega e não chega (tantas vezes parece chegar e afinal não, era só mais um engano) a maioria das pessoas não se sente feliz ou completa.

E tenho pra mim que isto se torna uma "pescadinha de rabo na boca". Quem não consegue ser feliz, inteiro e completo sozinho não o vai ser nunca com outra pessoa. Vai colocar expectativas de felicidade demasiado pesadas para a outra pessoa carregar e claro como está à espera que o outro lhe traga o tesouro prometido e isso a acontecer será apenas por algum tempo, nunca vai ser bem sucedido. E desacredita no amor e eis que chega alguém que parece trazer o mundo nas mãos, mas volta a não correr bem e assim sucessivamente. E a culpa é sempre dos outros!
Vá batam-me à vontade, mas estamos em pleno sec. XXI com acesso a informação que nunca tivemos e há que parar para pensar que assim nunca lá chegaremos. A felicidade não está, nem nunca estará nas mãos de outra pessoa.

Primeiro ser feliz, depois sentirmo-nos bem na nossa pele, aceitar que temos limitações humanas e revogar o direito a elas, tratarmo-nos bem (muito bem), sermos fieis aos nossos princípios e valores e definir exactamente para que lado nos dirigimos, são bons princípios. E depois? Depois viver sem estar à espera de nada, nem ninguém. Focarmo-nos nas coisas que gostamos mais, nos nossos amigos, família, hobbies e eis que do nada, sem mais nem menos a pessoa aparece e nós temos muito mais para oferecer e receber do que algum dia sonharíamos ter. E como por milagre as hipoteses de sucesso aumentam drasticamente.

domingo, 22 de agosto de 2010

Não sei o que fazer...


Da mesma forma que parei de escrever aqui, parei de ler (ok, leio duas páginas de um livro uma x por semana), parei de vos visitar (shame on me)... mas estive lá fora a viver o Verão e a rir muito e foi basicamente o que fiz.

The point is: não sei como vou fazer, uma vez que tenho cerca de 5 livros começados e não acabados em cima da mesa de cabeceira e já me estou a preparar para comprar o 6º... É que eu adoro livros, adoro ler e agora não sei como recuperar o tempo perdido, sem ter de me enfiar em casa dias a fio. No extremo, não durmo...

Tenho pra mim que com este post me redimi da ausência

Uma viagem de 4 mulheres é sempre uma aventura. Uma viagem de 4 mulheres à Riviera Francesa então... vai ficar sempre no topo da lista como uma das melhores.

Aconselho a visita e desenganem-se se pensam que vão queimar a carteira na Cote D'azur. Os preços são superiores aos nossos em cerca de 10 a 20% e não mais do que isso e sim é possível dormir a 10 minutos do casino de Monte Carlo (como nós fizemos) num apartamento de 4*, fazer refeições fora, passear de carro pela costa linda da Riviera, beber café todos os dias, copos, ir ao casino (que custa 10€) ou ao mítico Buddha Bar (onde só dá gente gira, ambiente fantástico e música do melhor) sem consumo obrigatório e bebidas a 15€ sem vir embora nas lonas. Na realidade, gastando quase o que gastariam aqui e atrevo-me a dizer menos do que no Algarve. Só não pensem em comprar casa por aqui, porque aí sim, vão aos milhões por um apartamento (a primeira vez que vimos os preços afixados na montra de uma imobiliária tivemos de ler 3 vezes para confirmar que eram mesmo 5.385.000€ - hun? quantos zeros vês? são mesmo milhões?)
As imagens falam por si... (será que exagerei?)

Eze - fica entre Nice e o Mónaco. Uma localidade linda de onde de qualquer ponto se tem vista de mar. Excelente sítio para ficar alojado.
Plage Mala (o que nós andamos para lá chegar... acessível só a pé, mas valeu a pena)

Ferraris, Lamborghinis, Maseratis e por aí fora? Muitos, mesmo muitos...
Visitar? Sim e diariamente! Ah e levem aqueles vestidos sem costas que usaram nos casamentos e nunca mais tiveram oportunidade de usar. A escadaria do Buddha parece um desfile de moda.
Pfffff... Era aos pontapés. Saint Tropez
Pearl Beach (o acesso à praia mais fantástico que eu já vi)
Pearl Beach, Saint Tropez (pormenor: as caminhas, guarda sois e mesas pertecem ao bar cuja entrada é das fotos anteriores e seguintes. Não se pagam, têm é de consumir do bar)
Saint Tropez (tssssss, nem tenho palavras para descrever... aqui sim, vou voltar com toda a certeza)

Saint Tropez (Pearl Beach - sim, isto é a entrada para a praia)
A Riviera é toda mais ou menos assim, escarpas, mar, vegetação e rochas. De perder de vista...
Ah e com uns espaços lounge assim pelo meio. Muitos.
Esplanadas assim... (Ok, a água é cara - 5€)
Marina de Monte Carlo
Nice (muito gira, mas cuidado com a praia que é feita de godos.. calhaus mesmo)
Praia de Monte Carlo ( calhauzinhos em vez de calhaus)
Sanremo, Itália (molto buono!) As praias são todas privadas, mas vale muito a pena, são baratas e têm super condições lá dentro.
Casino de Monte Carlo (aqui sim, vale a pena vir...desde os carrões à porta, passando pelo desfile dentro e nas imediações... outro mundo)
Monte Carlo

Voltei, voltei! :)

Parece que fui de férias e fiquei por lá, não parece? Mas voltei, só não me tem apetecido escrever, acho que são fases... Obrigada a todos os que perguntam por mim e que me continuam a comentar, mesmo que eu não escreva nadinha de nada. Só por isso, já me está a apetecer voltar aqui mais vezes! :)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Regarde-moi dans la Cote D'azur



Ja suis ici...

E posto isto...


Vou é já embora que tenho um avião para apanhar daqui a umas horas...

A vida não é para fracos


Que tomar decisões é complicado, toda a gente sabe. Que dizer o que se sente (mesmo que doa) é difícil, já sabemos. Que arriscar é jogar com a hipótese de falhar também não é novidade. É que isto não é para os fracos e ninguém disse que ia ser fácil, mas o que muitos não sabem é que está sempre nas nossas mãos escolher um caminho diferente quando algo nos incomoda.

Só o sabe fazer quem sabe o que quer da vida, quem tem os objectivos definidos e quando um deles é ser feliz todos os dias e não um-dia-talvez-quem-sabe-quando-as-condicionantes-me-permitirem. É que a vida é agora e se neste momento ela nos sufoca, a ansiedade nos preenche, o vazio tomou conta, o olhar perdeu o brilho, a vontade de rir partiu para longe, nitidamente estamos a fazer as escolhas erradas. É exclusivamente nossa responsabilidade ser feliz. Não é algo que alguém nos traga numa bandeja de prata.

Quem sabe que quer ser feliz todos os dias, quem sabe que este é o único momento que realmente conta, perde o medo de fazer escolhas e assumir as consequências.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010

Percebes que já não estás aí para as curvas


Quando vais a um aniversário, sais às 3h da manhã do restaurante, vais saír e no meio da confusão (onde já está tudo bastante acelerado) te apercebes de que não te apetece dar-lhe nos copos e queres é... comer. Começas a babar por uma fatia de pizza e acabas por encontrar na animada Rua de Ceuta na baixa portuense (recomendo, muito) uma confeitaria aberta toda a noite e recheada de coisas boas. Só depois de comer é que dizes: ahhhh, agora sim.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Finalmente vemos a alma de conquistadores

7-0
Afinal o Ronaldo tinha razão: os golos são como o ketchup, custam a saír mas quando saem, vêm todos de uma vez. Quem diria...

Quando nada a acontece como planeado e ainda se torna melhor...


Plano para sábado à noite: jantar com 4 mulheres em casa de uma delas, regar com bom vinho, apanhar um taxi e ir beber um copo à baixa do Porto.

Sábado à noite: Jantar com 4 mulheres em casa de uma delas regado com bom vinho, boa conversa... até ouvir os passarinhos a cantar e perguntar: que horas são, é impressão ou está a amanhecer?

Eram 5h da manhã e continuavamos sentadas à mesa.

ahh, maravilha

Adoro a função no vuvuzelas do Meo!

domingo, 20 de junho de 2010

Encantada com este senhores




E alguém acredita que poderia ouvir o summertime da nossa tão querida Ella Fitzerald acompanhado de guitarra portuguesa (outra das minhas paixões)? Não? Aqui.

sábado, 19 de junho de 2010

Annie

Saio sempre encantada depois de ver um musical do La Féria. Faz-me viajar no tempo.
Annie foi o último que vi e claro que não foi excepção. Como estava na primeira fila, passou-me pela cabeça saltar para o palco e dar três beijos repenicados nas bochechas da pequena actriz. Maravilhosa. (a actriz que eu vi é mais pequena do que a menina do vídeo)

E a ti meu caro La Féria, obrigada por me fazeres sonhar. Sem ti o meio artístico nacional seria muito mais pobre.

Não deixas de existir, deixas apenas de ser visto


Há uns bons 7/8 anos li o Ensaio sobre a Cegueira e logo de seguida o Todos os Nomes. Foi nessa altura que me encantei com Saramago. Muito se diz, muito se disse, muita controvérsia, muitos dedos apontados...

Uma coisa é certa, Saramago é e será sempre único. Não que concorde com tudo o que ele disse, mas o que importa ter razão? Ele não se importava se tinha razão. E eu também não quero saber se ele tinha razão.

Temperamento, inspiração, talento, personalidade, genialidade. É o que nos deixas. Até um dia. (Muito longínquo, de preferência)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento


"Uma pessoa é enorme para ti, quando fala do que leu e viveu, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri .

É pequena para ti quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho, o respeito, o zelo e até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para ti quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto contigo. E pequena quando se desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos da moda.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho..."


William Shakespeare

domingo, 13 de junho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

Se uma vuvuzela chateia muita gente, milhões de vuvuzelas vão dar cabo de nós


Eu que nunca adiro a grupos no facebook, tive de aderir a um chamado o que é isso, uma vuvuzela? oops, partiu... (ou algo do género), porque se há coisinha que me irrita mesmo, é aquele som sem parar a modos que a mandar energia positiva para a selecção.

Energia positiva uma ova, que com os nervos que aquilo me faz, sou menina para desejar que a seleção seja eliminada rapidinho só para não ter de ouvir aquele ruído.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Não quero chatear ninguém, mas...


Vou de férias dentro de 3 semanas... maravilha...

Love is all around


close the umbrella...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

sometimes ignorance is a bliss


As pessoas mentem porque pensam que torna tudo mais fácil. Na verdade, acabam por descobrir que tornou tudo muito mais complicado.

Mentem porque não têm coragem para assumir um erro, mentem porque têm medo da reacção das pessoas, mentem porque são inseguras, mentem porque parece ser mais fácil, mentem porque subestimam a inteligência dos outros, mentem porque sim.

Depois decobrem que a mentira aprisiona, que leva a outras mentiras, outras omissões. Passam a viver a ter de pensar no que disseram antes para que a história seja coerente e voltam a mentir. E quando já não conseguem, atiram as culpas para os outros e vitimizam-se. É uma forma de dizer que têm o "rabo preso". E acham que é tarde demais para assumir a mentira. Não é. Nunca é tarde.

Já a verdade liberta. Pode custar naquele momento assumir o erro, lidar com uma má reacção, lidar com o aparentemente mais difícil. Mas só a sensação de justiça, de se ter feito o que estava certo, de poder dormir com a consciência tranquila vale a pena a coragem.
"O segredo da felicidade está na liberdade. O segredo da liberdade está na coragem." (Péricles)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eu vou (mas só porque são os Muse)

Aí vou eu, a caminho da cidade do rock para ver estes senhores que adoro.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

NIKE - WRITE THE FUTURE

Parece que é desta...

Aproveitai senhores, aproveitai o fim de semana de calor. É desta que vamos caír na praia como se não houvesse amanhã. E sabemos lá quando volta este tempinho.
Bom fim de semana, bons banhos de sol e de mar. (estou capaz de matar por um banho de mar)

É a partilhar que a gente se entende

A propósito deste post, concluo que a partilha é um dos segredos para que uma relação dure, é dela que nasce a cumplicidade, o respeito, a amizade, a tolerância e é nela que o amor se cimenta. E se sabemos que não é fácil conduzir um relacionamento ao longo dos anos, menos o é quando existem contas, preocupações, desafios profissionais, desejos, sonhos, falhas de carácter,...
Para mim a partilha é um valor base, é um principio fundamental. Nela incluo tudo, desde as emoções, aos anseios, passando pelas dúvidas, angústias, acontecimentos, alegrias, divertimento, tarefas. E se os problemas continuam a existir, a partilha permite que sejam trabalhados e ultrapassados mais facilmente e a dois. Sem supresas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

...

Mesmo quando achamos que conhecemos muito bem uma pessoa. Mesmo quando confiamos plena e cegamente em alguém. Ainda assim, essa pessoa pode vir a revelar-se a maior das surpresas e a maior das desilusões. Há sempre sinais que nos vão mostrando que isso pode acontecer, mas nem sempre nos permitimos vê-los.

(ainda é) o sonho que comanda a vida - Take them to Bruges

Que nunca seja tarde para seguir o sonho que nos acalenta. Que ninguém nos diga que o sonho é impossível, porque só o é para quem não acredita que é capaz. Que o nosso sonho seja respeitado, porque não há nada pior do que a morte de um sonho.
Ajudai a que se cumpram os sonhos. Acreditem nos vossos.

O meu sonho tem um nome...

Explicar a razão de ser de um sonho que acalentamos desde criança é quase tão complicado quanto explicarmos a essência de que somos feitos. Eu nunca quis ser polícia, artista de circo, super-herói. Nunca partilhei as vocações dos outros meninos porque eu, desde que me lembro se ser gente, que digo que quero correr o mundo. É este o meu sonho: correr o mundo. Lembro-me de as pessoas comentarem que eu era uma menina com a mania das grandezas e de os meus pais responderem “isso passa-lhe!”. Lembro-me do primeiro Atlas que o meu avô me ofereceu e de me ensinar os nomes dos países. Lembro-me de a Professora Manuela, no liceu, dizer que eu daria uma belíssima médica e de na Faculdade se fazerem apostas em como seria a primeira do grupo a ascender à magistratura. Lembro-me de a minha avó me dizer que de um sonho não se desiste, não se abre mão, custe o que custar e leve o tempo que levar.

Hoje, continuo a acalentar o mesmo sonho com a vontade redobrada de quem investiu e investe tudo o que tinha e tem nele! Toda a formação, todo o dinheiro, todo o tempo, o melhor de mim, mesmo nos momentos em que parece que nada faz sentido e em que equacionamos se não seria mais fácil, menos duro, sonhar outra coisa qualquer. O meu sonho tem um nome. Chama-se ONU e um dia, um dia, eu hei-de cumpri-lo…


Maria - Made in Lisbon

Também já fui adolescente...

...e o que eu curtia ao som dos Metallica.

terça-feira, 18 de maio de 2010

UAU

Greyson Chance, um rapaz de 12 anos, resolveu tocar numa festa da sua escola "Paparazzi", de Lady Gaga. Apenas ele e o piano. Aparentemente, Chance era um talento escondido e, nas últimas semanas, a sua vida deu uma volta de 180 graus, quando o vídeo da actuação foi publicado no Youtube.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pedido de ajuda

O B. e a C. querem casar. Ela está grávida de 3 meses. Do passado deles, fazem parte a heroína, a violência e o abandono. Dormem num quarto de uma pensão, mas se não apresentarem condições para criar o bebé, a S.S. pode vir a tirá-lo aos pais.
Precisam de uma cama, de uma cómoda e de uma máquina de lavar roupa. O bebé precisa de coisas também. Quem os quiser e puder ajudar pode contactar-me para o email indicado no blog.
Muito grata.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O país mais cristão do mundo por Ricardo Araújo Pereira

"No ano de 1143, o Papa Inocêncio II reconheceu que Portugal era um país*. Oitocentos e sessenta e sete anos depois, temo que Bento XVI venha cá dizer-nos que talvez o seu antecessor se tenha precipitado. O Papa visita Portugal numa altura em que, ao que dizem pessoas versadas em economia, embora contradizendo outras pessoas igualmente versadas em economia, o País está à beira da bancarrota. É inquietante não perceber se o Papa vem abençoar-nos ou dar-nos a extrema-unção. Seria demasiado atentatório do protocolo que o Presidente Cavaco Silva tentasse convencer o Santo Padre a devolver-nos aquelas quatro onças de ouro que D. Afonso Henriques começou a pagar anualmente à Santa Sé? Podia ser uma boa ajuda para sair da crise, mas é provável que o Vaticano já tenha gasto tudo em hóstias e talha dourada.

Portugal pode ao menos aproveitar a visita do Papa para aprender com a Igreja, sobretudo nesta altura em que o País parece condenado a fazer à União Europeia o que a Igreja faz aos fiéis: pedir esmola. Na verdade, dificilmente haverá país que viva mais de acordo com a lei de Cristo do que Portugal: há anos que os portugueses têm vindo a despojar-se dos bens materiais e a abdicar da riqueza. Se os países morressem (e não é assim tão certo que o nosso não esteja com os pés para a cova), Portugal seria certamente dos que iriam para o céu.

Para o Papa, visitar Portugal é a decisão mais inteligente que poderia ter tomado. A Igreja tem sido abalada pelo escândalo de pedofilia, e não haverá nada mais sensato a fazer quando se está envolvido num escândalo do que viajar para um país em que os escândalos são corriqueiros. De todos os altos dignitários que vai encontrar, Bento XVI deve ser o que está menos atormentado por escândalos. Portugal é a Brobdingnag dos escândalos. Assim como Gulliver se sente mínimo em Brobdingnag, qualquer escândalo estrangeiro se sente pequenino em Portugal. O périplo do Papa pelo nosso país será o equivalente a uma pessoa que tem uma pequena nódoa na camisa ir rodear-se de pintores de parede com os fatos-macaco todos sarapintados. Quem se atreverá a censurar o Papa por comandar uma instituição que só pediu desculpa a Galileu mais de 350 anos depois do seu julgamento quando é essa, precisamente, a duração média de um julgamento em Portugal? Aqui, qualquer um se sente impoluto. Deve ser nisso que consiste a nossa celebrada hospitalidade.

* Mais ano menos ano, mais Papa menos Papa. Não me chateiem. O rigor histórico atrapalha quem quer trabalhar.
"
Tirado daqui.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

StereoMood - Tuning my emotions

Escolhemos o estado emocional em que nos encontramos ou o que estamos a fazer e este site selecciona uma lista de música para nos acompanhar. For those who love music.

Reponds a ma tandresse...hoje é só isto.

Está a passar em loop, no carro, no pc e em todo o lado. Hoje é assim, em modo I belong to you.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Alguém sabe?

Tenho visto tantos relacionamentos ruírem tal qual castelo de cartas, à minha volta, que me leva a pensar porque é que o meu avô diz tantas vezes: só se casa quem é burro. Claro que diz isto em tom de brincadeira, mas será que tem razão?
Na minha visão meia espiritualista da coisa, acho que as pessoas estão juntas por um motivo e durante o tempo que for necessário para que ambas aprendam alguma coisa uma com a outra. Sejam 5 dias ou 15 anos. Depois, a vida encarrega-se de mostrar (uma e outra e outra vez até entendermos e aqui sim, somos todos um bocadinho lerdos) que aquilo já não faz sentido e que chegou a hora de aprender outras coisas, com outras pessoas. É hora de libertar do passado e partir para outro lado. É uma visão simplista (e como eu amo as coisas simples da vida), eu sei, mas neste momento é a que me faz sentido por tudo o que vivi e por tudo o que tenho visto.
Mas e agora fica a questão principal: o que faz uma relação perder todo o interesse, paixão e entusiasmo e manter-se como um (quase) acordo entre cavalheiros do género de estamos-juntos-mas-na-realidade-já-nem-nos-suportamos-mas-enquanto-nenhum-dos-dois-sabe-bem-o-que-fazer-eu-não-te-chateio-e-tu-não-me-chateias-a-mim.?

ME-DO


Eu tenho mesmo a mania de dizer que é preciso mudar, que a mudança é a única coisa que é constante na vida. No fear e blá blá blá. Mas quando chega a minha vez de sair da zona de conforto fico super ansiosa, a minha mente começa a andar de um lado para o outro, a imaginar todas as opções e fico logo desfocada e com aquela sensação estranha na barriga.

Resumindo: scares the hell out of me.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ainda assim...

Sou portista com muito orgulho, adorei ver o benfica levar no pêlo no Dragão a semana passada (melhor ainda, porque estava em Lisboa e vi o jogo no meio deles), não sou nada anti-benfica e muito menos bairrista (adoro Lisboa onde sou sempre muito bem recebida e aos meus amigos mouros um ganda beijo, pá) e por isso, parabéns aos benfiquistas pelo título. Curtam muito, festejem muito porque já sabem... agora só daqui a 5 anos e a correr bem... e não me venham para aqui dizer, ah e tal, estás é com inveja, porque estou mesmo. É o que dá estar tão habituada a ver o meu clube ganhar tantos títulos. Enfim, uma gaja habitua-se e depois é isto.
PS: L.: livravas-te de eu ir ter contigo para festejar. Menos, muito menos. Amigos amigos, clubes à parte!

domingo, 9 de maio de 2010

Estou pronta para o receber, Sua Santidade

A propósito da vinda de Sua Santidade o Papa (uma vénia, pois claro) a Portugal, feito que vai fazer parar o país, ou não fosse ele uma figura de alto respeito e que respeita os principios básicos do ser-humano: liberdade, respeito e justiça. Ora pois, a ver pelas notícias que tenho lido, são valores bem presentes nos seus habituais discursos e no percurso dessa grande instituição que é a igreja. Nada de fundamentalismos, tudo em prol da evolução da humanidade, faz com que eu queira estar lá em primeira fila para o ouvir e ir a correr bater com a mão no peito, dizendo:
Ó Santo Padre, não usarei preservativo e contrairei doenças (que é muito melhor), não apoiarei o casamento entre pessoas do mesmo sexo e preconceituosa me assumirei, não trabalharei, só para o receber, pois que o meu país se encontra próspero e produtivo, não irei ler livros e nem verei filmes do Harry Potter pois são subtis seduções que distorcem a alma do cristianismo, não ouvirei música rock por ser um poderoso veículo de anti-religiosidade e perdoarei os padres pedófilos e abusadores de poder, pois que não tiveram má intenção nos seus actos porque a igreja também peca (mas enquanto conseguimos encobrir e ninguém deu conta, nem falamos do assunto)!
E já agora, Sumo Pontífice, saiba que as ruas de Fátima foram desinfectadas e aromatizadas para o receber, não fosse Sua Santidade contrair algum vírus desses fieis que por lá passam e nem sujar os seus humildes sapatos da tão humilde marca Prada.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

E viva a queima das fitas do Porto

Ando feita zombie esta semana, com as minhas noites todas queimadinhas, tudo por causa da queima das fitas do Porto. Não, não tenho nada contra e já lá passei muito tempo, mas morar próximo do queimódromo deixa-me à beira de um ataque de nervos, quando o ventinho está a favor (e contra mim) e parece que tenho os Xutos ou o Quim Barreiros a fazer-me uma serenata debaixo da varanda do quarto. E eu até estou relativamente longe (1,5Km).
Só de pensar nas pessoas que moram nos apartamentos em frente à praia de Matosinhos (pagam balurdios para isso) e que têm uma vez por ano de assistir da cama aos concertos todos, ao pessoal na rua com grandes broas a gritar e a cantar, consigo sentir pena. Tenho pra mim que tiram todos férias na mesma semana.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Criticar, qualquer um sabe fazer

Hoje ao almoço a minha mãe falou-me de uma entrevista que viu não sei em que canal, a respeito da Sara Norte (filha do actor Vitor Norte) e a propósito da notícia que saiu em todas as revistas cor-de-rosa de que a menina trabalhava numa casa de strip. (o drama, o horror, a tragédia! pfff)
E ela queixou-se nessa entrevista de que sofria de preconceito por parte dos colegas do banco onde trabalha durante o dia, dos vizinhos e de pessoas que encontra na rua e a reconhecem. Como se ela estivesse a cometer algum crime ou a fazer alguma coisa de errado.
Isto faz-me pensar na quantidade de pessoas tacanhas, que de peito feito adoram fazer juízos de valores dos outros em vez de olharem ao espelho. (Ah, santidades de pau oco!) Pessoas críticas e mesquinhas que adoram espezinhar a vida alheia. É que não compreendo como é que em pleno sec. XXI, ainda se marginaliza alguém que trabalha num bar de strip (seja atrás do bar como a Sara ou agarrada a um varão). Porque para mim, cada um é livre de fazer o que quiser, desde que não atente contra a vida de ninguém.


E se essas pessoas cheias de moralidade, antes de abrirem a boquinha para falar seja de quem for, tentassem por alguns minutos colocar-se no papel oposto, tudo seria diferente. Se conseguissem saber quais são as motivações que movem aquela pessoa, quais são as suas experiências, o que é que lhe ensinaram. Pois é, mudaria tudo. E a questão é: caso conseguissem trocar de papeis e englobar a bagagem inteira da pessoa que tanto criticam, fariam diferente? Fariam muito melhor? Eu aposto que não!

terça-feira, 4 de maio de 2010

...

Lisboa-Porto, Porto-Lisboa, Lisboa-Porto, Porto-Lisboa... cansada que estou, sem tempo para nada. Férias, precisam-se e depressa.

sábado, 1 de maio de 2010

Há perguntas que não entendo...

Ontem perguntavam-me como é que eu vou ao concerto da Alicia Keys (claro que adoro e admiro, senão não iria) mas também ouço Marilyn Manson, Hoobastank, System of a Down, Guano Apes e depois Bublé e Sinatra, Nina Simone, e U2 e Depeche Mode e etc, etc, etc... (nas centenas de cds, mais os gigas todos gravados no pc, tenho musica que eu sei lá para todos os gostos, feitios e disposições)
E eu devolvi a pergunta, questionando porque raio me fazem uma questão dessas... então mas não é suposto o ser-humano ser completo, ilimitado, ter n de vertentes diferentes que lhe permite abranger n de gostos diferentes conforme o estado de espírito e a fase da vida em que está?!?
Sim, tanto ouço jazz, chillout, blues, r&b, funk, pop (so on, so on) como rock aos gritos! E música clássica? Adoro!
E isso cabe tudinho em mim, porque respiro música... simples.
Ele há com cada uma...
(só não entra regaton e pimbalhada seja de que nacionalidade for)

Não resisti...


(…)
They told me I would never make it. And I did
They told me I wasn’t strong enough. Yet I am mighty
The element of freedom is tattooed in my heart
(…)

Hope is real, love is unconditional
Passion and purpose is your design
My name is Alicia Keys and I am the Element of Freedom

(ontem no pavilhão atlântico)