segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Em busca do príncipe encantado


Mesmo quem diz que não, todos desejam encontrar aquela pessoa com quem vão ser felizes. A metade que falta, o/a companheiro(a) ideal. E enquanto essa pessoa chega e não chega (tantas vezes parece chegar e afinal não, era só mais um engano) a maioria das pessoas não se sente feliz ou completa.

E tenho pra mim que isto se torna uma "pescadinha de rabo na boca". Quem não consegue ser feliz, inteiro e completo sozinho não o vai ser nunca com outra pessoa. Vai colocar expectativas de felicidade demasiado pesadas para a outra pessoa carregar e claro como está à espera que o outro lhe traga o tesouro prometido e isso a acontecer será apenas por algum tempo, nunca vai ser bem sucedido. E desacredita no amor e eis que chega alguém que parece trazer o mundo nas mãos, mas volta a não correr bem e assim sucessivamente. E a culpa é sempre dos outros!
Vá batam-me à vontade, mas estamos em pleno sec. XXI com acesso a informação que nunca tivemos e há que parar para pensar que assim nunca lá chegaremos. A felicidade não está, nem nunca estará nas mãos de outra pessoa.

Primeiro ser feliz, depois sentirmo-nos bem na nossa pele, aceitar que temos limitações humanas e revogar o direito a elas, tratarmo-nos bem (muito bem), sermos fieis aos nossos princípios e valores e definir exactamente para que lado nos dirigimos, são bons princípios. E depois? Depois viver sem estar à espera de nada, nem ninguém. Focarmo-nos nas coisas que gostamos mais, nos nossos amigos, família, hobbies e eis que do nada, sem mais nem menos a pessoa aparece e nós temos muito mais para oferecer e receber do que algum dia sonharíamos ter. E como por milagre as hipoteses de sucesso aumentam drasticamente.

3 comentários:

izzie disse...

Saudades de te ler, dessa energia.
E a acenar :)

Beijinho,

Raquel disse...

Linda! :D

Beijinhos para ti!

Myosotis disse...

Adorei o post :) Muito bom, mesmo!!

**Beijinhos**