quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Agora em vez de nos apaixonarmos, vamos todos namorar por... pena?!?



Ontem conversava com um amigo sobre uma grande desilusão que ele sofreu há dois anos atrás e que eu acompanhei de muito perto.


Para entenderem melhor a história, essa pessoa apaixonou-se pelo meu amigo e vice-versa, quando ainda estava num relacionamento. Até aqui nenhuma novidade, acontece aos melhores.

Largou tudo, e resolveu tentar com o meu amigo (entenda-se que para chegar a este ponto, aquela relação já tinha acabado há muito).
Depois de juras de amor, de muitos you're the one e de muitos não sei o que ainda fazia naquele relacionamento, com o ex a insistir continuamente e a fazer aquele papel do "não-me-abandones-por-favor-que-eu-não-tenho-uma-ponta-de-auto-estima-e-por-isso-é-que-te-quero-de-volta-sabendo-que-gostas-de-outro" ela... deixou o meu amigo e voltou para o ex... tudo bem... só não muda de ideias, quem não as tem... mas o problema é que continuou a gostar do meu amigo e a dizer-lhe isso.

PAROU TUDO!!! Então em que ficamos? Ficamos com os ex por pena?????!!! Em que planeta vives???

(Ufa, depois deste desabafo...)


Escusado será dizer que o meu amigo ficou muito mal com esta história toda, talvez mais ainda por não conseguir uma explicação válida para aquela atitude, eu que já passei por algo muito semelhante tenho a certeza de que ele preferia saber que ela não gostava dele e até preferia ouvir isso: não gosto de ti e ele é o homem da minha vida! (Porque a maioria das pessoas prefere sofrer por amor do que por medo, pelo menos eu prefiro, nunca me arrependo.)

Agora ele descobriu que não só ela ficou com o ex, como até tiveram um filho para selar um relacionamento cheio de amor, cumplicidade e respeito... ou... esperem lá... será que estou enganada?!?!

Bem, a conclusão a que chegamos no meio desta conversa e já que ambos sabemos do que falamos, é que estas pessoas (por melhores pessoas e por mais íntegras que sejam e não é sequer isso que está em causa) não pensam como nós, não sentem como nós... são diferentes e pronto, acham que a acomodação e a pena são os ingredientes que fazem duas pessoas quererem ficar juntas...


A boa notícia é que apenas 5% das pessoas pensam e agem assim! As restantes 95%, quando se apaixonam por alguém, mesmo tendo um relacionamento; ou quando ganham consciência de que aquele relacionamento terminou e que estão duas pessoas a sofrer escusadamente (mesmo que uma delas insista que quer ficar, sabendo que já não funciona); e por mais que custe, por mais doloroso que seja, vão até ao fim e libertam-se do que está mal. (a taxa de divórcios comprova esta teoria)

Mesmo que a outra relação não funcione, mesmo que fiquem sozinhos... e é muito melhor estar sozinho e feliz (a pessoa certa vai aparecer e estamos disponíveis) do que num relacionamento infeliz e a deixar passar as oportunidades todas ao lado... (e o facto é que o meu amigo acabou por encontrar a pessoa certa e aposto tudo o que quiserem, está muito mais feliz do que a outra pessoa que decidiu que queria ficar com o ex... porque teve pena, porque a familia já estava habituada, porque ele chorava tanto... porque ela até gostava dele... assim... como um amigo...e claro, depois havia a casa em comum, os móveis, os electrodomésticos, a divisão das despesas e essas coisas todas que dão tannntooooo trabalho desfazer...ser feliz dá mesmo trabalho, que chatice...pffffff)

Conclusão: eu e o meu amigo tivemos foi pontaria. Conseguimos acertar nos 5%! Eina!

3 comentários:

Margarida Teixeira disse...

Não sei porquê mas esta história diz-me tanto... Percebo tudo e todos... Posso dizer k só há muito pouco tempo me juntei a esses 5%... Mas tb posso jurar k só a partir daí é k comecei a ser realmente feliz... a tar realmente em paz...

Raquel disse...

Sim, são situações nada simpáticas mesmo. Mas a partir do momento que terminas essa relação, voltar atrás por pena é dar um tiro em ambos os pés. A dor muitas vezes só se sente uns tempos depois...
Compreendo sim que até tomar a decisão final se demore, se pense, se medite, claro. Acho que já todos passamos por isso.
Quando se dá o passo, vai-se até ao fim.

Anónimo disse...

- "diz-me a verdade Frank, lembraste do que é a verdade? nós costumavamos regir-nos por ela, e sabes o que a verdade tem de bom? Todos sabem o que é por mais tempo que vivam sem ela."
- "As pessoas não esquecem a verdade Frank, apenas ficam melhores a mentir."

para que não viu, recomendo o filme "Revolutionary Road" o par romântico de Titanic tem aqui uma interpretação unica.

Depois da decisão de sair estar tomada e depois das "tempestades", vem sempre um Mar de Calma. Os meus "5%" são recentes e depois de passar a tempestade, vejo que afinal não tinha necessidade de "aguentar" tanto, de me cansar tanto. Sim, no meu caso pessoal, foi o cansaço. Há alturas em que até respirar cansa, pelo menos na presença de quem nos sufoca. Tudo cansa, viver cansa, trabalhar cansa, falar cansa. Só fica mesmo a solução de sair e acreditem, foi o meu melhor momento dos ultimos 5 anos.
Com a serenidade necessária, mas quase impossivel naquele momento, saí... e como diz uma amiga minha, hoje, até os meus olhos estão maiores.
"Quando se dá o passo, vai-se até ao fim"