sexta-feira, 19 de março de 2010

Será mesmo assim? #2

Passei os olhos pelo livro "Mulheres que amam demais" da Robin Norwood, aquela senhora que descobriu a pólvora ao constatar que as mulheres com uma baixa auto-estima e que vêm de famílias disfuncionais têm tendência para se atirarem nos braços dos bandidos - homens indisponíveis, ausentes, negligentes, imaturos ou mesmo violentos (fisicamente e/ou verbalmente) e que ficam dependentes e presas a amores que só trazem sofrimento.
Tenho a certeza que todas nós já vivemos relacionamentos em que dávamos mais importância ao que o outro sentia, em que sofríamos mais do que éramos felizes e mesmo assim, pensávamos que se aquela relação conhecesse um fim, nos atiraríamos da ponte mais próxima ou nunca mais seríamos capazes de olhar para outro homem.
A Robin também diz, que os homens simpáticos, bonzinhos e interessados não atraem estas mulheres, que perdem o interesse porque os consideram aborrecidos.
Continuo a não achar grande piada aos simpáticos e bonzinhos, mas também já não me deixo enganar e paro para pensar: isto traz mais benefícios ou mais dores de cabeça? Vale mesmo a pena arriscar? Vou conseguir gerir isto? Pode abalar de alguma forma a minha auto-estima? E quando a resposta é negativa, por mais que me apeteça, por mais que esteja interessada, viro costas e vou à minha vida, porque posso desiludir qualquer pessoa, menos a mim.
Para quem acha que quando se fala de emoção, não é possível racionalizar, quem já deu demais e recebeu muito pouco dirá que não só é possível como é um dever.

2 comentários:

Catherine disse...

penso que o ideal seria um meio termo, não queria ter um homem demasiado bonzinho, talvez um pouco sedutor, um pouco difícil, mas nada de imaturidade e violência, como é óbvio. ;)

Catherine

Pocahontas na Cidade disse...

Acho que não queremos os bonzinhos e simpáticos porque gostamos de "luta", conquista... Não sei...